Foto: Cristiano Mariz/VEJA

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Saúde de Bolsonaro e articulações eleitorais movimentam bastidores políticos

Publicado por: Amanda Escorsin | 25 fev 2026

Declarações sobre estado de saúde se somam a discussões partidárias que antecipam disputas eleitorais nacionais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o pai enfrentou uma “crise de soluços” nos últimos dias, relatando que ele “não passou bem” após um quadro considerado mais delicado no início da semana.

Segundo o parlamentar, apesar de apresentar melhora no dia da visita e estar mais disposto, o ex-presidente teve uma segunda-feira complicada, com episódios de vômito e necessidade de acompanhamento médico constante. Flávio afirmou ter conversado com profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento e destacou preocupação com os efeitos colaterais de medicamentos, que estariam causando tonturas.

O senador voltou a defender a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando que as condições de saúde do pai exigem cuidados contínuos. De acordo com ele, a permanência em cela individual aumentaria riscos diante da atual situação clínica.

Enquanto acompanha a evolução do quadro de saúde do ex-presidente, Flávio Bolsonaro também passa a ocupar espaço central nas articulações políticas nacionais. Integrantes da direção do PT avaliam que o crescimento do senador em pesquisas eleitorais tem influenciado movimentos estratégicos da esquerda para as eleições de 2026.

Nos bastidores, dirigentes petistas consideram que o avanço do nome de Flávio pressiona o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a disputar o governo de São Paulo. A avaliação é que a candidatura poderia fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no maior colégio eleitoral do país.

Haddad, no entanto, tem demonstrado resistência à ideia e sinalizado preferência por permanecer na coordenação econômica do governo e na articulação da campanha presidencial, sem disputar cargos eletivos no estado.

Dentro do partido, outras alternativas seguem em discussão caso o ministro não aceite concorrer, incluindo os nomes do ministro Márcio França (PSB) e da ministra Simone Tebet (MDB). Também é mencionada a possibilidade de participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), embora aliados indiquem preferência pela sua permanência na vice-presidência.

O cenário evidencia que, ao mesmo tempo em que acompanha a situação de saúde do ex-presidente, Flávio Bolsonaro amplia sua relevância no tabuleiro político nacional, tornando-se peça estratégica nas projeções eleitorais e nas movimentações antecipadas para 2026.

Da Redação

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.