Publicado por: Amanda Escorsin | 27 out 2026
Menina de 1 ano e 3 meses morreu três dias após a Justiça negar medidas solicitadas pelo Conselho Tutelar. Polícia Civil investiga suspeita de maus-tratos
A morte de uma bebê de 1 ano e 3 meses em Samambaia, no Distrito Federal, repercute diante das informações sobre as tentativas de proteção anteriores ao óbito. A menina morreu no domingo (25/10), e um desdobramento divulgado nesta terça-feira (27/10) trouxe novos questionamentos, o Conselho Tutelar havia solicitado seu afastamento da mãe, do padrasto e da babá, mas o pedido foi negado pela Justiça três dias antes.
Segundo o conselheiro tutelar Lucas Martins, ouvido pelo portal Metrópoles, a solicitação ocorreu após profissionais do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) identificarem lesões na criança. A menina ficou temporariamente com a avó materna, por iniciativa da própria mãe. Conforme o relato, a Justiça indeferiu as medidas em 22 de outubro, e a mulher buscou a filha no sábado (24/10), um dia antes da morte.
O pedido teria sido negado por falta de indícios suficientes para impedir que a bebê permanecesse sob os cuidados da mãe. A reportagem informou que procurou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), mas não havia recebido resposta até sua publicação. Sem acesso à íntegra da decisão, os fundamentos apresentados pelo Judiciário são conhecidos por meio dos relatos divulgados pela imprensa local.
A criança já havia passado por atendimento hospitalar em outubro. A mãe denunciou uma suspeita de agressão enquanto a filha estava aos cuidados de uma babá. No domingo, a bebê chegou à Unidade de Pronto Atendimento de Samambaia em parada cardiorrespiratória. O IgesDF informou que foram realizadas manobras de reanimação, mas ela não resistiu.
O caso coloca em discussão como os sinais de possível violência foram avaliados e quais informações subsidiaram o pedido de proteção e a decisão judicial. Essas questões ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades. A investigação está sob responsabilidade da 32ª Delegacia de Polícia, e a causa da morte permanece indeterminada. Até a atualização consultada, mãe, padrasto e babá haviam sido ouvidos, e ninguém havia sido preso.
Da Redação | Portal Dama do Poder
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Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.