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Celina defende reajuste conforme a situação de cada carreira e quer priorizar servidores que ficaram para trás

Publicado por: Amanda Escorsin | 27 out 2026

Governadora considera injusto repetir o modelo de aumento geral de 18% adotado por Ibaneis e afirma que pretende identificar as categorias que ficaram para trás

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que não pretende repetir o modelo de reajuste salarial geral adotado pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, nesta terça-feira (27/10), ela defendeu negociações específicas com cada categoria do funcionalismo, considerando o histórico de aumentos e a situação de cada carreira.

Ao comentar o reajuste de 18% concedido na gestão anterior, Celina classificou como injusta a aplicação do mesmo percentual a categorias com realidades diferentes. Segundo a governadora, a medida contemplou tanto servidores que estavam havia muitos anos sem reajuste quanto carreiras que já haviam recebido aumentos mais recentes.

“Você pega categorias que tinham tido reajuste há 20 anos e pega aquela que teve reajuste há pouco tempo e dá o mesmo valor”, afirmou. Na avaliação dela, embora a iniciativa tenha sido importante por alcançar o conjunto dos servidores, não corrigiu de maneira equilibrada as diferenças entre as categorias.

O que a governadora propõe

A posição apresentada por Celina é substituir a lógica de um percentual geral pela análise individual das carreiras. Na prática, a proposta é considerar as necessidades de cada categoria antes de definir as medidas salariais, com atenção às que, segundo ela, ficaram para trás.

“Vou tratar carreira por carreira, ver quais ficaram para trás. Para fazer uma coisa com justiça”, declarou. Celina também reconheceu que a intenção de Ibaneis ao conceder o aumento geral teria sido atender a todos, mas argumentou que o resultado provocou insatisfação entre categorias que enfrentavam situações distintas.

A declaração, portanto, não representa um anúncio de suspensão de todos os reajustes. O posicionamento da governadora é contrário à repetição do mesmo modelo para todo o funcionalismo. No conteúdo apresentado, não foram detalhados novos percentuais, datas de pagamento ou a relação das carreiras que seriam atendidas primeiro.

Fonte: entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, e publicação do veículo.

Amanda Escorsin

Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.