Publicado por: Amanda Escorsin | 20 set 2026
Polícia já ouviu quatro pessoas, analisa imagens de câmeras e aguarda conclusão de exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi
A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, segue sob investigação da Polícia Civil do Ceará. A jovem foi encontrada sem vida na noite de domingo (13), no condomínio onde havia passado a morar com o namorado e familiares, conhecido como João Munhoz Neto, 34, que se apresentava como advogado e sócio de um escritório. O escritório negou que ele integrasse o quadro societário e afirmou que ele não tinha inscrição na OAB.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), quatro pessoas já foram ouvidas e outras quatro oitivas estão agendadas. A polícia também analisa imagens do sistema de monitoramento do condomínio. A administração do local informou que preservou as gravações e as entregou às autoridades assim que solicitadas.
Perícia identifica lesões compatíveis com impacto contra o solo
Informações divulgadas pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontam que foram identificadas no corpo de Isabelle lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados até o momento tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. Exames complementares ainda estão sendo realizados.
De acordo com a SSPDS, o óbito ocorreu por volta das 20h40 do dia 13 de setembro. A secretaria ressalta que somente após a conclusão dos trabalhos periciais e investigativos será possível estabelecer a dinâmica da morte.
Mãe soube da morte somente no dia seguinte
A família afirma que só tomou conhecimento da morte na manhã de segunda-feira (14). A mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, contou que havia passado o fim de semana com a filha, que reclamava de dores no pescoço.
Segundo o relato da mãe, no domingo Isabelle informou que iria a uma missa e a uma procissão acompanhada do namorado e da mãe dele. Mais tarde, enviou mensagens para Isorlanda, incluindo uma declaração de carinho: “Mãe, eu te amo”. Depois disso, não respondeu mais aos contatos.
Preocupada, Isorlanda tentou falar com a filha e também com o namorado. De acordo com a família, ela descobriu que havia sido bloqueada nas redes sociais e decidiu ir até o condomínio acompanhada do irmão. No local, foi informada pela administração de que Isabelle havia morrido na noite anterior.
Família questiona relacionamento
Isabelle cursava Direito e havia iniciado recentemente um estágio em um escritório de advocacia. Segundo familiares, ela começou a se relacionar com um homem que, conforme relatos da família, também era responsável por sua atividade profissional.
A mãe relatou que passou a se preocupar com o relacionamento por considerar alguns comportamentos do namorado controladores. Entre os episódios mencionados estão pedidos relacionados ao cartão de crédito da jovem e à abertura de uma empresa em nome dela. Essas afirmações foram apresentadas pela família e não representam, até o momento, conclusões da investigação policial.
O Diário do Nordeste informou ainda que não localizou registro do namorado de Isabelle na OAB-CE e que ele se apresentava como bacharel em Direito. A reportagem também informou que tentou contato com o escritório relacionado ao caso, sem obter resposta.
Investigação continua
A Polícia Civil ainda não divulgou uma conclusão sobre a dinâmica da morte nem informou publicamente eventual responsabilização ou suspeita formal contra pessoas relacionadas ao caso. A análise das imagens, os novos depoimentos e os exames complementares da Pefoce devem integrar a investigação.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, afirmou que determinou celeridade e rigor na apuração. A OAB-CE também divulgou manifestação defendendo uma investigação minuciosa, com análise técnica das circunstâncias que antecederam e sucederam a morte.
Até o momento, a causa e a dinâmica da morte de Isabelle não foram oficialmente esclarecidas.
Da Redação | Portal Dama do Poder
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Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.