Publicado por: Amanda Escorsin | 17 set 2026
Laudo da Polícia Técnico-Científica descreveescoriação, hematoma, equimose e edema naregião dos olhos; caso foi registrado na Polícia Civil
Uma criança de 3 anos foi submetida a exame de corpo de delito após a mãe, Letícia da Conceição Pereira, relatar que o filho Lorenzo Pereira Garcia de Carvalho teria sido agredido dentro de uma creche emDuque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O documento, emitido pelo Departamento de PolíciaTécnico-Científica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, registra o exame realizado em 11 de setembro de 2026. Segundo o laudo, foram identificadas lesões na região da cabeça e dos olhos da criança.
De acordo com a descrição pericial, foram constatadas “escoriação linear com crosta hemática e região frontal”,com aproximadamente 1 centímetrode comprimento, além de hematoma na regiãofrontal direita, equimose violácea e importanteedema na região periorbitária bilateral, ou seja, inchaço significativo ao redor dos dois olhos.









Mãe diz que foi chamada pela creche
Em relato publicado nas redes sociais, a mãe afirmaque recebeu uma mensagem da professora/diretora da creche informando que a criança estaria com um inchaço na cabeça e que, segundo a profissional, não se sabia como o ferimento havia acontecido.
A mãe afirma que buscou o filho na unidade e percebeu que os machucados estavam aparentes. Segundo orelato, posteriormente levou a criança para atendimentomédico e decidiu procurar a Polícia Civil para registrara ocorrência e solicitar o exame de corpo de delito.
Ainda de acordo com a mãe, profissionais de saúdee posteriormente integrantes da unidade de saúdeteriam conversado com ela sobre a possibilidade de os ferimentos terem sido provocados por agressão. Essa informação consta no relato da mãe e não deve ser confundida com a conclusão do laudo pericial.
O que diz o laudo
O documento oficial analisado pela reportagem é um Laudo de Exame de Corpo de Delito de LesãoCorporal, elaborado pelo PRPTC de Duque de Caxias.
No histórico, consta que a criança teria sido “agredida pela ‘tia’ na creche”, conforme informação apresentada no momento da perícia.
Entretanto, o laudo descreve as lesões encontradasdurante o exame, e não atribui, por si só, a autoria dos ferimentos à profissional mencionada no relato.
A perícia registra objetivamente as marcas observadasno corpo da criança e integra o procedimento policial instaurado para apuração dos fatos.
A reportagem do Dama do Poder procurará a creche citada pela família, a Secretaria de Educação responsável pela unidade e a Polícia Civil paraobter esclarecimentos sobre a investigação esaber quais providências foram adotadas.
Até a conclusão da investigação, qualquer eventual responsável deve ser tratado como suspeito, e não como autor comprovado da agressão.
Da Redação | Portal Dama do Poder
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Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.