Notícias

“Epstein brasileiro?” Declaração de apresentadora reacende debate sobre denúncias envolvendo fundador das Casas Bahia

Publicado por: Amanda Escorsin | 28 fev 2026

Repercussão online reacende debate público sobre denúncias, Justiça e responsabilização de grandes empresários.

A circulação de um vídeo nas redes sociais voltou a colocar em evidência o nome de Samuel Klein, fundador da rede varejista Casas Bahia, após o comentário de uma apresentadora que reacendeu debates públicos sobre denúncias já divulgadas em reportagens investigativas ao longo dos últimos anos.

Nas redes, internautas passaram a utilizar a expressão “Epstein brasileiro?” — em referência ao empresário norte-americano Jeffrey Epstein — como comparação dentro do debate digital, o que impulsionou nova onda de discussões sobre o caso.

Samuel Klein morreu em 4 de novembro de 2014, aos 91 anos, em São Paulo. Após sua morte, reportagens investigativas trouxeram à tona relatos de mulheres que afirmaram ter sido vítimas de abuso sexual e exploração ao longo de décadas. Investigações jornalísticas publicadas por veículos independentes reuniram depoimentos de mais de 30 mulheres, que relataram episódios ocorridos quando ainda eram adolescentes ou jovens em situação de vulnerabilidade social.

Segundo os relatos divulgados, as vítimas afirmaram ter sido aliciadas com promessas de emprego, ajuda financeira ou oportunidades profissionais, sendo posteriormente levadas a encontros com o empresário. As acusações foram apresentadas em reportagens investigativas e entrevistas concedidas pelas próprias mulheres, reacendendo debates públicos sobre responsabilização e reparação civil em casos semelhantes.

Paralelamente, outro episódio envolvendo a família ganhou repercussão judicial. O empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, foi condenado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 30 milhões por tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e trabalho análogo à escravidão, conforme ação movida pelo Ministério Público do Trabalho. A decisão apontou que jovens eram aliciadas sob promessa de trabalho como modelos e submetidas a situações de exploração.

A recente manifestação da apresentadora Ana Carolina Oliveira nas redes sociais ampliou o alcance do tema ao defender que denúncias envolvendo violência contra crianças e adolescentes não devem ser silenciadas, gerando reações divididas entre usuários e reacendendo discussões sobre memória jornalística e responsabilidade institucional.

Especialistas apontam que a retomada do debate nas redes demonstra como declarações públicas e conteúdos virais têm potencial para reabrir discussões sociais sensíveis, especialmente quando envolvem denúncias graves, grandes figuras empresariais e a proteção de vítimas.

Até o momento, o tema segue repercutindo nas plataformas digitais, impulsionando novos questionamentos sobre justiça, reparação e o papel da sociedade na revisão de casos históricos.

Da Redação

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.