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“Polarização burra”: Caiado critica ausência de Lula e Flávio; Cury e Renan também questionam faltas no debate

Publicado por: Amanda Escorsin | 24 ago 2026

Primeiro debate presidencial reuniu Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos e foi marcado pelas críticas aos principais candidatos que deixaram seus púlpitos vazios

Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo

O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, realizado neste domingo (23), pela Band, teve as ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) entre os principais assuntos da noite.

Presentes no palco, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) criticaram as faltas, embora tenham adotado discursos e tons diferentes ao tratar do assunto.

Caiado direcionou suas principais críticas a Lula e Flávio e avaliou que os dois adversários tentam preservar uma disputa concentrada entre os dois polos políticos. O candidato classificou esse cenário como uma “polarização burra” e afirmou que ambos acreditam que podem se beneficiar eleitoralmente dela.

Para Caiado, deixar de comparecer ao primeiro confronto representa um desrespeito ao eleitor, que deveria ter a oportunidade de conhecer propostas e comparar diretamente aqueles que disputam o Palácio do Planalto.

Cury chegou a ameaçar não participar

Augusto Cury também demonstrou forte insatisfação com as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, a ponto de, inicialmente, anunciar que não participaria do debate.

Na porta da emissora, Cury afirmou que pretendia protestar contra a ausência dos dois candidatos que lideram as pesquisas. O escritor disse estar “profundamente magoado” com a polarização e classificou a ausência como um desrespeito ao país.

Pouco antes do início do programa, entretanto, Cury voltou atrás e decidiu participar. Segundo ele, a decisão foi tomada em respeito ao jornalista Fernando Mitre e às emissoras envolvidas na realização do encontro. O candidato manteve as críticas aos ausentes, mas também defendeu que a disputa política não seja conduzida por meio da agressividade. Em determinado momento, chegou a repreender Renan Santos pelo tom utilizado contra Lula e seus eleitores, defendendo que a divergência faz parte da democracia.

Renan adota tom mais duro contra os ausentes

Renan Santos, por sua vez, foi quem adotou o discurso mais agressivo contra Lula e Flávio Bolsonaro.

Antes do debate, o candidato do Missão chegou à emissora carregando fraldas com os nomes dos dois adversários. Já no estúdio, foi até os púlpitos vazios e dirigiu críticas aos candidatos ausentes.

Renan afirmou posteriormente que teria sido melhor para sua própria participação se Lula e Flávio estivessem presentes, pois poderia confrontá-los diretamente e observar suas respostas aos questionamentos.

Embora Lula tenha concentrado a maior parte das críticas de Renan durante o programa, Flávio também foi alvo do candidato.

Caiado quer tornar presença obrigatória

Além de criticar as ausências, Caiado aproveitou o episódio para defender uma mudança na legislação eleitoral.

O candidato afirmou que pretende apresentar uma proposta para tornar obrigatória a participação em debates daqueles que oficializarem suas candidaturas à Presidência da República.

Caiado argumentou que não considera razoável o voto ser obrigatório para o cidadão enquanto candidatos podem deixar de participar dos principais espaços públicos de confronto de propostas durante uma eleição.

A proposta recebeu apoio de Renan Santos durante o próprio debate.

Ausentes acabaram no centro do debate

Lula justificou sua ausência apontando desequilíbrio nas condições do encontro, diante da participação de candidatos que a legislação não obrigaria a emissora a convidar. A avaliação de sua campanha também considerava que o presidente seria o principal alvo dos demais participantes.

Flávio Bolsonaro decidiu não comparecer após a confirmação da ausência de Lula. A estratégia de seus aliados é priorizar debates em que esteja presente aquele considerado seu principal adversário na corrida presidencial.

Romeu Zema também desistiu de participar. Sua campanha argumentou que a mudança da data do encontro havia ocorrido para possibilitar a presença de Lula e que, diante da ausência do presidente e de outros concorrentes, a alteração teria perdido seu propósito.

Apesar das justificativas distintas, as cadeiras vazias acabaram assumindo protagonismo.

Assim, mesmo fora do estúdio, Lula e Flávio Bolsonaro terminaram entre os personagens mais mencionados do primeiro debate presidencial de 2026.

Da Redação | Portal Dama do Poder

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Amanda Escorsin

Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.