Mais de 8 mil condutores tiveram a CNH suspensa neste ano; em 90% dos casos, o motivo é excesso de velocidade superior ao limite da via em 50% – Foto: Secom
Publicado por: Amanda Escorsin | 6 abr 2026
O governo federal decidiu adiar a obrigatoriedade da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para concessão e renovação de benefícios sociais. A medida foi anunciada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e tem como objetivo evitar que cidadãos sejam prejudicados pela falta do novo documento.
A decisão ocorre em meio ao processo de implementação da Carteira de Identidade Nacional, que integra dados biométricos e unifica o CPF como número único de identificação no país.
Segundo o governo, a mudança busca garantir que nenhum beneficiário perca acesso a programas sociais por não ter concluído o cadastro biométrico ou a emissão da nova identidade.
Novos prazos definidos
Com a atualização:
• Pessoas sem cadastro biométrico em bases governamentais terão até janeiro de 2027 para regularizar a situação.
• Quem já possui biometria registrada (como na CNH ou título de eleitor) terá prazo estendido até janeiro de 2028.
Anteriormente, o limite seria maio deste ano.
Integração digital e segurança
A exigência da CIN está ligada à ampliação dos sistemas de verificação do governo, incluindo o uso do Gov.br e a implementação do Serviço de Verificação Biométrica. A iniciativa pretende aumentar a segurança, reduzir fraudes e modernizar o acesso aos serviços públicos.
Atualmente, a base da CIN já reúne cerca de 50 milhões de brasileiros, enquanto a plataforma Gov.br ultrapassa 175 milhões de usuários.
Como emitir a nova identidade
Para obter a CIN, o cidadão deve:
• Acessar o portal oficial do governo
• Agendar atendimento no estado
• Realizar a coleta biométrica
No dia da emissão, é necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento. A versão digital também permite integrar documentos como CNH e título de eleitor.
Impacto social
O adiamento sinaliza uma preocupação do governo em equilibrar modernização e inclusão. A exigência da nova identidade representa um avanço tecnológico, mas ainda enfrenta desafios de acesso, principalmente para populações mais vulneráveis.
A medida evita, neste momento, a exclusão de beneficiários e dá mais tempo para adaptação ao novo sistema.
Da Redação
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.