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Por que o ouro disparou e bateu recorde histórico acima de US$ 5,5 mil

Publicado por: Amanda Escorsin | 29 jan 2026

Busca por ativos seguros aumenta com avanço das tensões geopolíticas e do risco econômico global

A cotação do ouro manteve trajetória de forte alta nesta quinta-feira (29) e atingiu um novo recorde histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca de US$ 5,5 mil por onça-troy no mercado internacional. O movimento reflete o aumento da busca por ativos considerados mais seguros diante do agravamento das incertezas geopolíticas e econômicas globais.

Por volta das 11h, pelo horário de Brasília, os contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 3,76% e eram negociados a US$ 5.540,76 por onça-troy, segundo dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York. Na véspera, o metal precioso já havia renovado sua máxima histórica ao superar o patamar de US$ 5,3 mil.

No acumulado do ano passado, o ouro registrou valorização de 64%, o maior ganho anual em quase meio século, desde 1979. Analistas apontam que o atual ciclo de alta ganhou força nos últimos meses, impulsionado pela crescente aversão ao risco nos mercados globais.

A escalada do metal ocorreu após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo o Irã. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou esperar que o país “se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado”, ao mesmo tempo em que voltou a endurecer o discurso contra o regime iraniano. O tom elevou a percepção de risco no cenário internacional e reforçou a procura por ativos de proteção.

Além do Oriente Médio, o mercado também reage a outros fatores de instabilidade, como as ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra a União Europeia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, que se aproxima de quatro anos, e sinais de superaquecimento no mercado de ações norte-americano.

Segundo analistas, em momentos de incerteza prolongada e instabilidade política, o ouro tende a ganhar protagonismo como reserva de valor. A avaliação é de que, enquanto persistirem tensões geopolíticas e dúvidas sobre o crescimento global, o metal precioso deve seguir em patamar elevado, sustentando a tendência de valorização observada desde o ano passado.

Da Redação

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.