Publicado por: Amanda Escorsin | 27 set 2026
Ex-governador entrou na disputa, sustentou a candidatura até a decisão final da Justiça e terminou novamente fora da urna; nos bastidores, circulava a informação de que Kiko Caputo teria sido convidado para compor a chapa
José Roberto Arruda volta a protagonizar um roteiro que Brasília já conhece. Em 2014, o ex-governador insistiu na candidatura ao Palácio do Buriti mesmo diante da batalha judicial e acabou barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Doze anos depois, a história se repete: Arruda entrou novamente na disputa, levou a candidatura até a última instância e, em 24 de setembro, teve o registro negado pelo TSE por 5 votos a 2.
A diferença é que, desta vez, o desfecho começou a produzir uma movimentação política nos bastidores antes mesmo da decisão definitiva. Já circulava entre interlocutores da política do Distrito Federal a informação de que Arruda teria convidado Kiko Caputo, candidato do Novo ao Governo do DF, para ocupar a posição de vice em uma eventual composição. A informação não foi confirmada publicamente pelos dois até o momento.
O nome de Kiko ganhou ainda mais evidência depois da decisão do TSE. Ao falar sobre o futuro eleitoral após ser barrado, Arruda afirmou que não apoiaria, naquele momento, nenhum candidato, mas fez questão de citar publicamente Kiko, além de Ricardo Cappelli, Paula Belmonte e Leandro Grass, destacando a convivência que mantém com eles.
Retrospectiva
O movimento chama atenção porque Arruda já havia passado por situação semelhante em 2014. Naquele ano, depois de ter a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, ele renunciou à disputa e a chapa foi reorganizada e Jofran Frejat assumiu a cabeça e Flávia Arruda passou a ocupar a vice. O TSE chegou a registrar que o próprio registro de Frejat como vice também havia sido indeferido exclusivamente porque a chapa não poderia concorrer apenas com o candidato a vice.
Agora, novamente fora da disputa, Arruda declarou que não pretende recorrer da decisão e chegou a pedir aos eleitores que não votassem nele, mesmo que seu nome aparecesse na urna. A partir daí, o foco passa a ser outro: para onde caminhará o capital político construído por Arruda durante a campanha e qual será o papel de Kiko nesse novo cenário?
Por enquanto, uma coisa é oficial: Arruda está fora da corrida pelo Buriti. Outra permanece no campo dos bastidores: se a aproximação com Kiko era apenas uma sondagem ou se fazia parte de um plano mais amplo para reorganizar o grupo político após uma eventual impugnação.
Da Redação | Portal Dama do Poder
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Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.