Publicado por: Amanda Escorsin | 25 abr 2026
Estratégia do governo visa reduzir dependência externa e fortalecer a cadeia produtiva em Goiás
O Governo de Goiás tem intensificado articulações para garantir que o processamento de terras raras seja realizado dentro do estado, ampliando o valor agregado da produção mineral e fortalecendo a economia local. A iniciativa é defendida pelo governador Daniel Vilela, que destaca a importância de manter no território goiano as etapas industriais atualmente realizadas no exterior.
Goiás concentra cerca de 25% das reservas mundiais desses minerais estratégicos e abriga, em Minaçu, a única operação em larga escala de extração de terras raras pesadas fora da Ásia. Apesar disso, a matéria-prima ainda é enviada para a China, onde passa por processamento antes de retornar ao mercado global.
Diante desse cenário, o governo estadual busca reverter a lógica atual e atrair investimentos para que toda a cadeia produtiva, desde a separação dos elementos até a fabricação de produtos de alto valor, como ímãs permanentes, seja instalada em Goiás.
A estratégia ganhou força com a entrada da empresa americana USA Rare Earth como nova parceira da mineradora Serra Verde, responsável pela operação no estado. Segundo o governo, o movimento reforça a possibilidade de expansão industrial e de transferência de tecnologia.
Além disso, Goiás firmou, em março de 2026, um acordo de cooperação com o governo dos Estados Unidos voltado ao desenvolvimento de minerais críticos. A parceria prevê ações conjuntas nas áreas de pesquisa, capacitação e criação de um ambiente regulatório mais competitivo, com o objetivo de viabilizar o processamento local e estimular a indústria de maior valor agregado.
A gestão estadual também tem adotado medidas internas para fortalecer o setor, incluindo a aprovação de legislação específica voltada ao desenvolvimento da indústria de minerais estratégicos, além de incentivos para ampliar a competitividade e atrair novos investimentos.
Atualmente, a operação da Serra Verde emprega cerca de 400 trabalhadores em Minaçu, com predominância de mão de obra local. O governo avalia que a internalização das etapas industriais pode ampliar significativamente esse número, além de gerar novos negócios e aumentar a arrecadação.
Para Daniel Vilela, o momento é estratégico para consolidar Goiás como referência no setor mineral. “Não podemos permitir que o valor das nossas riquezas seja transferido para outros países. Precisamos avançar na industrialização e garantir que os benefícios fiquem aqui”, afirmou.
Com os projetos em andamento e novas parcerias em negociação, o estado busca se posicionar como um polo relevante na cadeia global de terras raras, com impacto direto na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Da Redação | Portal Dama do Poder
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Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.