Publicado por: Amanda Escorsin | 28 jan 2026
Governo afirma que não houve irregularidade e diz que critérios legais foram cumpridos
O Palácio do Planalto tinha conhecimento de que Ricardo Lewandowski atuava como consultor do banco Master no momento em que foi convidado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo integrantes do governo, a condição profissional do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal não configurou irregularidade no processo de nomeação.
De acordo com a avaliação do Executivo, Lewandowski já havia deixado o STF e, à época do convite, não exercia função pública que caracterizasse conflito formal de interesses. O entendimento do Planalto é de que os requisitos legais foram observados, incluindo as regras aplicáveis à transição do setor privado para um cargo ministerial.
Integrantes do governo afirmam ainda que a atuação como consultor não viola a legislação vigente, desde que respeitados os períodos de quarentena previstos em lei. Esse foi o critério utilizado na análise interna que antecedeu a formalização do convite ao ex-ministro.
O assunto ganhou repercussão após questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo a relação profissional de Lewandowski com o banco Master. O governo, no entanto, mantém a posição de que não houve ilegalidade e que a nomeação seguiu os trâmites administrativos e jurídicos exigidos.
A indicação de Lewandowski para o comando do Ministério da Justiça ocorreu após sua aposentadoria do STF e foi tratada, nos bastidores do Planalto, como uma escolha baseada em experiência jurídica, perfil institucional e confiança política.
Da Redação
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.