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Violência contra mulheres cresce no Brasil e ultrapassa 8 mil feminicídios em 6 anos

Publicado por: Amanda Escorsin | 20 jan 2026

Dados oficiais revelam aumento das mortes violentas de mulheres entre 2020 e 2025, em uma das piores séries desde que a lei foi criada

O Brasil registrou um número recorde de casos de feminicídio no período de 2020 a 2025, ultrapassando a marca de 8 mil mulheres vítimas de morte violenta por condição de gênero, segundo dados oficiais reunidos a partir de registros das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e bases públicas de monitoramento da violência. Os números traduzem uma intensificação da violência letal contra mulheres no país.

Conforme os registros, entre 2020 e 2025 foram contabilizadas mais de 8.500 ocorrências de feminicídio, índices que apontam para uma tendência de crescimento em comparação com ciclos anteriores. A série histórica mostra que esta é a maior abrangência de casos em um intervalo de seis anos desde o início da coleta padronizada de dados, refletindo uma realidade preocupante para políticas de proteção à mulher.

Embora os dados ainda não incluam informações completas de alguns estados como São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, as informações disponíveis já demonstram um patamar elevado e reforçam a necessidade de medidas mais efetivas de prevenção e enfrentamento. Especialistas em segurança pública e direitos humanos destacam que a subnotificação e discrepâncias na forma de registro das ocorrências podem fazer com que os números reais sejam ainda maiores.

O aumento dos feminicídios tem sido associado a fatores diversos, entre os quais estão desigualdades socioeconômicas, persistência de relações de poder desiguais entre homens e mulheres e falhas na proteção institucional. Organizações da sociedade civil têm apontado para a importância de investimento em educação, redes de acolhimento, assistência às vítimas de violência e mecanismos de monitoramento mais robustos.

Autoridades, ativistas e especialistas acompanham os desdobramentos desses números com apreensão, ressaltando que políticas públicas eficazes, articulação entre órgãos de proteção e campanhas de conscientização são fundamentais para reverter a trajetória atual. O debate sobre a implementação de medidas coordenadas em nível federal, estadual e municipal ganha força diante da dimensão do problema.

Da Redação

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.