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DF cria grupo pioneiro para desenvolver protocolo de prevenção ao HIV no sistema prisional

Publicado por: Amanda Escorsin | 11 ago 2025

Iniciativa busca ampliar a proteção e o cuidado com a saúde das pessoas privadas de liberdade no Distrito Federal

O Distrito Federal deu início a uma ação inovadora no Brasil ao formar um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) com a missão de elaborar um protocolo de prevenção ao HIV para as unidades prisionais. A medida foi oficializada pela Portaria Conjunta nº 23/2025, assinada em cerimônia realizada nesta segunda-feira (11), em Brasília.

Com duração prevista de 90 dias, o GTI é composto por representantes da Secretaria de Saúde (SES-DF), da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O grupo será responsável por desenvolver um cronograma de ações, capacitar equipes e estabelecer indicadores para monitorar a implementação do protocolo.

Está prevista a realização de um seminário com oficinas para a construção coletiva dos fluxos e procedimentos, envolvendo as equipes de saúde e segurança do sistema prisional. O objetivo é fortalecer a prevenção e a promoção da saúde das pessoas privadas de liberdade, ampliando o acesso a cuidados e tratamentos adequados.

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma das estratégias que será incorporada ao protocolo. Quando utilizada de forma consistente e acompanhada por profissionais de saúde, a PrEP pode reduzir o risco de infecção por HIV em até 99% entre pessoas que tiveram relações sexuais sem preservativo e cerca de 74% entre pessoas que usam drogas injetáveis.

A população privada de liberdade é considerada uma das mais vulneráveis à epidemia de HIV/aids, devido a barreiras de acesso, estigma e discriminação. No Complexo Penitenciário da Papuda, por exemplo, 202 pessoas vivendo com HIV estão em tratamento com antirretrovirais e 32 já utilizam a PrEP, de acordo com dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).

Essa união de esforços visa aprimorar a assistência dentro das unidades prisionais, fortalecendo a luta contra o HIV e promovendo mais saúde para essa população. A experiência do Distrito Federal tem o potencial de inspirar outros estados a desenvolverem políticas públicas eficientes no combate ao HIV, considerando as realidades de populações específicas.

Da Redação, com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.