crédito: AFP
Publicado por: Amanda Escorsin | 18 jun 2025
Conflito sofre limitações por escassez de munições, custos elevados e dificuldade de manter operações militares de longa duração
O confronto entre Israel e Irã, que se intensificou nas últimas semanas, pode ser encerrado antes do que muitos imaginam — não por acordos de paz, mas pela falta de armamentos e pela exaustão dos sistemas de defesa. Especialistas apontam que ambos os países enfrentam sérias restrições logísticas, o que pode tornar o conflito curto e de impacto localizado.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Washington Post, oficiais israelenses revelaram que o sistema antimísseis do país tem capacidade operacional para resistir por apenas 10 a 12 dias em caso de ataques intensos. A manutenção desse sistema é extremamente onerosa, com custos que podem ultrapassar US$ 285 milhões por noite para interceptações em larga escala.
Por outro lado, estimativas apontam que o Irã possui cerca de 2 mil mísseis capazes de alcançar território israelense. Entretanto, parte desse arsenal já foi destruída durante os bombardeios mais recentes. Até o momento, aproximadamente 400 mísseis foram disparados, dos quais 120 teriam sido interceptados, o que demonstra uma redução progressiva no ritmo dos ataques iranianos.
O cenário internacional também exerce forte influência sobre o desenrolar da guerra. Estados Unidos e Rússia estão em negociações para evitar que o conflito tome proporções ainda maiores, especialmente no que diz respeito à possibilidade de intervenção direta norte-americana. Mesmo assim, declarações ambíguas do ex-presidente Donald Trump sobre um possível apoio militar a Israel acendem alertas em diversas capitais pelo mundo.
Israel, por sua vez, pressiona os Estados Unidos para obter acesso à bomba Massive Ordnance Penetrator (MOP), uma arma de alto poder destrutivo, projetada para atingir bunkers subterrâneos, como os que protegem instalações estratégicas iranianas. Contudo, até o momento, não houve sinalização de que esse armamento será liberado.
Diante desse quadro, analistas avaliam que a guerra caminha para uma resolução não pela via diplomática, mas pela incapacidade de ambos os lados sustentarem operações prolongadas. A escassez de munições, os custos operacionais exorbitantes e a pressão internacional tendem a acelerar o fim do conflito, ainda que sem uma solução definitiva para as tensões históricas entre os dois países.
Da Redação, com informações do Correio Braziliense
Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.