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Publicado por: Amanda Escorsin | 25 maio 2022
Por Amanda Escorsin
A medida provisória que definiu o valor de R$ 1.212 para o salário mínimo em 2022 foi aprovada nesta terça-feira (24) pelo plenário da Câmara dos Deputados. Sem aumento real, apenas com a correção inflacionária, o texto segue para a análise do Senado.
Uma sugestão buscava manter o valor de R$ 1.212 só até 31 de maio e, a partir de junho, aumentar o salário mínimo para R$ 1.279. No seu parecer sobre a medida provisória, a relatora da proposta, Greyce Elias (Avante-MG), vice-líder do governo na Câmara disse concordar com a “nobre motivação” dos deputados que queriam ampliar o salário mínimo, mas explicou que o aumento implicaria diferentes impactos nos cofres públicos.
Aceitar as sugestões apresentadas pelos demais parlamentares poderia impactar os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social em até R$ 44,6 bilhões, segundo a parlamentar. Ainda, ela justificou que alterar o valor do salário mínimo “traria uma enorme insegurança jurídica, depois de os benefícios sociais e previdenciários e os salários terem sido pagos a milhões de pessoas”.
Estima-se que cada aumento bruto de R$ 1 no valor do salário mínimo provoca o aumento de, aproximadamente, R$ 364,8 milhões, para o ano de 2022, nas despesas com os Benefícios da Previdência, Abono e Seguro-Desemprego e Benefícios de Prestação Continuada da Lei Orgânica de Assistência Social e da Renda Mensal Vitalícia
Greyce Elias (Avante-MG), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados
Da Redação
Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.