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Oposição protocola “impeachmaço” contra ministros de Lula e eleva tensão política em Brasília

Publicado por: Amanda Escorsin | 25 fev 2026

Pedidos atingem 16 ministros e ampliam embate entre Congresso e governo federal

Deputados da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram nesta quarta-feira (25) uma série de pedidos de impeachment contra ministros do primeiro escalão federal, movimento que passou a ser chamado nos bastidores políticos de “impeachmaço”.

A iniciativa foi apresentada pela deputada federal Carol De Toni (PL-SC), ao lado de parlamentares oposicionistas, e mira 16 ministros do governo, incluindo nomes centrais da gestão, como Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa).

Segundo os deputados, os pedidos têm como base 54 requerimentos de informação apresentados entre 2024 e 2025 por mais de 20 parlamentares da oposição. De acordo com o grupo, os documentos solicitavam esclarecimentos sobre uso de recursos públicos e ações ministeriais que, alegam, não teriam sido respondidos dentro do prazo legal.

Durante coletiva à imprensa em Brasília, Carol De Toni afirmou que a medida busca responsabilizar ministros por suposta falta de transparência na prestação de informações ao Congresso Nacional.

O movimento marca uma nova escalada na tensão política entre oposição e governo federal, especialmente em um momento de disputas legislativas e articulações em torno da agenda econômica e administrativa do Planalto.

Apesar da repercussão política, especialistas apontam que pedidos de impeachment contra ministros de Estado possuem tramitação complexa e dependem de análise jurídica e decisões políticas dentro do Congresso, o que torna o avanço das ações incerto.

Aliados do governo avaliam a iniciativa como uma estratégia política da oposição para pressionar o Executivo e ampliar o debate público sobre a atuação ministerial.

Nos bastidores de Brasília, o episódio é visto como mais um capítulo da polarização política nacional, que deve se intensificar com a proximidade das discussões eleitorais e votações estratégicas no Congresso.

Da Redação

Amanda Escorsin

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.