Publicado por: Amanda Escorsin | 3 fev 2026
Dados do Sinalid e de institutos oficiais apontam mais de 50 mil crianças e adolescentes desaparecidos no país, cenário que motivou o alerta feito hoje pela senadora Damares Alves nas redes sociais
O desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil tem sido alvo de alertas constantes de órgãos oficiais e institutos de monitoramento. Dados do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid) indicam que o país possui mais de 102 mil pessoas desaparecidas, sendo mais da metade composta por crianças e adolescentes.
As informações reforçam um cenário de alta vulnerabilidade, especialmente entre menores de idade, grupo considerado prioritário por políticas públicas de proteção. Estudos e levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam que crianças desaparecidas estão mais expostas a crimes como exploração sexual, tráfico humano, trabalho forçado e outras formas de violência, sobretudo quando os casos não são rapidamente esclarecidos.
Especialistas alertam que falhas na integração de bancos de dados estaduais, subnotificação e dificuldades na investigação contribuem para a permanência desses desaparecimentos sem solução. O próprio Sinalid foi criado com o objetivo de centralizar informações e agilizar a localização de pessoas, mas ainda enfrenta desafios operacionais em todo o território nacional.
Repercussão política e alerta nas redes sociais
O tema ganhou repercussão nesta terça-feira (3) após manifestação da senadora Damares Alves (Republicanos), que se pronunciou hoje, nas redes sociais, ao comentar os dados de desaparecimento infantil no país e relacioná-los à atuação de redes criminosas.
“Meu coração sangra ao falar sobre isso, mas o silêncio é o melhor amigo dos criminosos”, escreveu a senadora. Em outra passagem, ela afirmou que os números não representam apenas estatísticas. “Não são apenas números, são vidas. São filhos e netos arrancados do seio de suas famílias.”
Damares também questionou diretamente o poder público e cobrou respostas das autoridades. “Eu pergunto aos governantes e às autoridades: o que fizeram com os nossos meninos e meninas?”, afirmou. Para ela, tratar o desaparecimento de crianças como algo comum contribui para a normalização de uma tragédia silenciosa.
A senadora defendeu ainda que o tema seja enfrentado com prioridade institucional. “Enquanto eu tiver voz e vida, lutarei incansavelmente para expor essas redes de maldade e proteger nossa infância”, escreveu. “A liberdade e a vida das nossas crianças não estão à venda.”
Enfrentamento exige ação contínua do Estado
Órgãos de segurança e entidades de defesa da criança e do adolescente defendem ações permanentes de prevenção, fortalecimento da investigação, apoio psicológico às famílias e maior integração entre União, estados e municípios. Para especialistas, tratar o desaparecimento infantil como algo rotineiro representa um risco grave à proteção dos direitos fundamentais.
Os dados oficiais reforçam que o enfrentamento ao desaparecimento de crianças não é apenas uma pauta social, mas um desafio estrutural que exige prioridade institucional, transparência e respostas concretas do Estado brasileiro.
Da Redação
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.