Macron – Foto/Reprodução: Jovem Pan
Publicado por: Amanda Escorsin | 8 jan 2026
Segundo Macron, o pacto precisa ser revisto antes de qualquer aprovação formal pelo Parlamento Europeu
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul — bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A declaração foi feita em Paris e representa um revés nas negociações que vinham avançando há anos, mas enfrentam resistência de países europeus preocupados com questões ambientais e competitividade de produtos agrícolas.
Segundo Macron, o pacto precisa ser revisto antes de qualquer aprovação formal pelo Parlamento Europeu, uma vez que, na visão dele, “não atende de forma adequada” às exigências de proteção ambiental e sustentabilidade previstas nos compromissos climáticos internacionais. O líder francês também afirmou que a França quer garantias mais claras sobre mecanismos de fiscalização que impeçam importações que possam agravar o desmatamento.
A posição de Macron coloca em xeque a ratificação do acordo pelo bloco europeu, que depende da aprovação de todos os parlamentos nacionais e do Parlamento Europeu. Países como Alemanha e Espanha já haviam manifestado cautela em relação ao pacto, mas a declaração de Paris pode intensificar a resistência política interna à assinatura.
Representantes do Mercosul e da União Europeia afirmam que há avanços importantes na negociação, mas reconhecem que a rejeição de um país-membro da UE pode dificultar o processo. Acordos desse tipo exigem consenso amplo entre os estados, e a discordância francesa acende alertas sobre a necessidade de ajustes e concessões para que o pacto possa ser viabilizado.
Além de questões ambientais, debates sobre subsídios agrícolas e abertura de mercados também têm sido pontos de disputa entre os dois blocos. Produtores rurais sul-americanos veem o acordo como uma oportunidade de ampliar exportações, enquanto setores europeus expressam receios quanto à competitividade de seus produtos diante de importações de maior volume.
Analistas de comércio internacional avaliam que a declaração de Macron pode postergar a conclusão das negociações e exigir que temas sensíveis sejam reavaliados à luz de interesses políticos internos de países europeus. A expectativa agora se volta para possíveis rodadas de diálogo que possam conciliar as demandas de proteção ambiental com as metas de integração comercial entre os blocos.
Da redação, com informações do Correio Braziliense
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.