Foto: Reprodução/OGlobo
Publicado por: Amanda Escorsin | 13 dez 2025
Rajadas de vento de quase 100 km/h deixam milhões sem luz e aeroportos lotados na maior crise climática do ano
São Paulo enfrentou nesta última semana uma sequência de eventos climáticos extremos que paralisaram grande parte da capital e da região metropolitana. Um vendaval histórico, com rajadas que ultrapassaram 98 km/h, derrubou centenas de árvores, provocou um apagão que deixou mais de 1,3 milhão de pessoas sem energia elétrica e causou o cancelamento ou atraso de centenas de voos nos principais aeroportos da metrópole.
O fenômeno, associado à passagem de um ciclone extratropical, atingiu o estado entre quarta (10) e quinta-feira (11), gerando danos significativos à infraestrutura elétrica e às operações aéreas. “Cada vez que passa algo, nos quedamos sem eletricidade”, afirmou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticando a resposta da concessionária de energia responsável pela rede, que ainda não informou um prazo para a restauração completa dos serviços.
Apagão de voos
O vendaval derrubou dezenas de árvores sobre a rede elétrica, deixando bairros inteiros sem luz e interrompendo serviços essenciais, como o abastecimento de água em várias áreas atendidas pela Sabesp. As equipes técnicas seguem trabalhando na recuperação da rede, mas a instabilidade prolongou o apagão em diversos pontos da cidade.
Os ventos intensos também afetaram diretamente a operação dos aeroportos. No Aeroporto de Congonhas, mais de 227 voos foram impactados, com cancelamentos e alterações de destinos ao longo de dois dias de operação complicada. Em Guarulhos, mais de 100 voos foram cancelados ou redirecionados para outras cidades, gerando longas filas nos balcões de atendimento e terminais lotados, enquanto passageiros aguardavam realocação de voos sob clima de incerteza. Ao todo, mais de 340 voos foram cancelados na Grande São Paulo entre quarta e quinta-feira.
A instabilidade provocou efeito em cadeia, afetando voos com destino a outras capitais, como Rio de Janeiro e Brasília, onde terminais também registraram cancelamentos e ajustes na malha aérea. Diante do cenário, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) iniciou fiscalização sobre o que está sendo chamado de “apagão de voos” em São Paulo, para apurar possíveis falhas das companhias aéreas no atendimento aos passageiros afetados pelos cancelamentos.
Enquanto a cidade tenta se recuperar do vendaval, moradores e passageiros seguem lidando com os efeitos do fenômeno, que deixou claro o impacto das mudanças climáticas extremas e a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de eventos inesperados.
Da Redação
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Amanda Escorsin atua como editora-chefe no portal Dama do Poder e atuou como Diretora de Redação no portal Lupa Política. A jornalista que se inspira em contar histórias, escolheu a profissão quando tinha 14 anos de idade e tem como suas paixões empreendedorismo, marketing e mundo corporativo.