Fonte: Agência Senado

POLÍTICA

Senado aprova unificação do prazo de inelegibilidade em oito anos

Publicado por: Amanda Escorsin | 3 set 2025

Mudança na Lei da Ficha Limpa atualiza contagem de inelegibilidade, promovendo mais clareza jurídica com início do prazo desde a condenação ou renúncia

O Plenário do Senado aprovou, por 50 votos a 24, o projeto de lei complementar (PLP 192/2023) que altera os critérios de contagem do prazo de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A proposta foi relatada pelo senador Weverton (PDT-MA) e agora segue para sanção presidencial.

Atualmente, o prazo de inelegibilidade de oito anos começa a contar apenas após o fim do mandato, o que pode estender o período para mais de 15 anos. Com a mudança, o prazo passará a ser contado a partir de um dos seguintes eventos:

Além disso, a nova regra estabelece um limite máximo de 12 anos em casos de múltiplas condenações e veda a aplicação de mais de uma inelegibilidade por fatos relacionados e sucessivos. Também ficou garantido que, em crimes mais graves — como contra a administração pública, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, entre outros —, o prazo começará a contar somente após o cumprimento da pena.

O relator destacou que a mudança traz “objetividade e segurança jurídica”, evitando prazos indefinidos que extrapolam o sentido original da Lei da Ficha Limpa. Críticos, no entanto, veem na proposta uma possível flexibilização da lei, reduzindo sua efetividade em casos eleitorais graves.


Da redação, com base em informações da Agência Senado

Amanda Escorsin

Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.