Reprodução – Carta Capital
Publicado por: Amanda Escorsin | 10 jul 2025
presidente aponta decisão como forma de impedir retorno dos “adelgados” e defender a soberania nacional
Nesta quinta-feira, 10 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, em entrevista ao canal de televisão Record, que será candidato à reeleição em 2026. A declaração foi feita em tom firme e direto: “Serei candidato se for preciso, para derrotar meus antecessores”. A fala teve como pano de fundo o cenário de tensões políticas internas e externas, especialmente após o anúncio de tarifas comerciais por parte do presidente norte-americano Donald Trump, que gerou atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.
Lula classificou o momento como decisivo para a defesa da democracia e da soberania brasileira. Segundo ele, sua possível candidatura não está motivada apenas por projeto de poder, mas pela necessidade de garantir que o país não retorne ao que chamou de “tempos de retrocesso”. “Não podemos permitir que aqueles que atentaram contra a liberdade e os direitos do povo brasileiro voltem ao poder. A história nos ensinou o preço da omissão”, afirmou o presidente.
A entrevista também remete a declarações anteriores de Lula durante a cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, onde ele já havia sinalizado sua disposição de concorrer a um novo mandato. Na ocasião, afirmou: “Se tudo correr como estou pensando, este país terá, pela primeira vez, um presidente eleito quatro vezes pelo povo brasileiro”. A fala repercutiu entre lideranças políticas, tanto da base quanto da oposição, que passaram a tratar com mais seriedade a perspectiva de sua permanência no cenário eleitoral.
Dentro do Partido dos Trabalhadores, a movimentação para uma possível candidatura já se intensificou. Edinho Silva, novo presidente nacional da legenda, assumiu o comando com a missão clara de preparar o partido para o pleito de 2026, com foco total na reeleição de Lula. A estratégia inclui reorganização interna, articulação com movimentos sociais e ampliação do diálogo com setores do centro político.
Além disso, o atual governo tem buscado reforçar suas ações nas áreas econômica e social como forma de consolidar apoio popular. Programas de transferência de renda, investimentos em infraestrutura e medidas de enfrentamento à desigualdade foram destacados por Lula como “bases concretas para o projeto de continuidade”.
A confirmação de sua intenção de disputar um novo mandato reacende debates sobre reeleição no Brasil e aprofunda o embate entre os campos político-ideológicos que disputam o comando do país. A três anos da eleição, o anúncio antecipa um cenário de forte polarização, com Lula disposto a protagonizar novamente a disputa presidencial para, segundo ele, “impedir o retorno daqueles que já mostraram do que são capazes”.
Da Redação, com informações da Record
Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.