Reprodução: Agência Senado
Publicado por: Amanda Escorsin | 6 jan 2025
Relatório sugere que 20% das cadeiras sejam reservadas para mulheres, promovendo maior equilíbrio na representação política
O Senado Federal analisa um relatório do novo Código Eleitoral que propõe a reserva de 20% das cadeiras legislativas para mulheres. A iniciativa visa corrigir a histórica desigualdade de gênero na política brasileira, estabelecendo medidas progressivas para ampliar a participação feminina em cargos eletivos.
De acordo com o texto, a cota começará a ser implementada nas eleições de 2026, alcançando a totalidade prevista até 2038. A medida valerá para todas as esferas legislativas do país, incluindo câmaras municipais, assembleias estaduais, Câmara dos Deputados e Senado.
O relator do projeto, senador Weverton (PDT-MA), ressaltou que a proposta é uma resposta à baixa representatividade feminina, que posiciona o Brasil atrás de muitos países latino-americanos nesse aspecto. “Garantir espaço para as mulheres é fortalecer a democracia e a diversidade nas decisões políticas”, destacou o parlamentar.
Enquanto a iniciativa tem o apoio de entidades de defesa dos direitos das mulheres, algumas vozes no Congresso expressam preocupação sobre o impacto da reserva de cadeiras no sistema eleitoral. Para os defensores da medida, no entanto, a ação afirmativa é crucial para superar barreiras estruturais que limitam o acesso das mulheres à política.
A proposta segue em discussão e, se aprovada, representará um avanço significativo na busca por maior equidade de gênero no cenário político nacional.
Da Redação, com informações da Agência Senado
Amanda Escorsin é jornalista, empresária e fundadora da Rede Damas do Poder. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pelo UniCEUB, atua na cobertura de política, empreendedorismo e desenvolvimento institucional. É editora-chefe do Portal Dama do Poder e ex-diretora de redação do Portal Lupa Política. Idealizadora da Rede Damas, lidera um movimento que promove conexões entre mulheres, lideranças, empresas e o poder público, incentivando o empreendedorismo, a comunicação estratégica e o protagonismo feminino.